Parágrafo único

Deitado na cama no escuro, ouço a chuva que não dá trégua. Marrecos, galos e galinhas incrementam a cena lá fora em noise atenuada por pássaros. Eu abro os olhos e os acordes da gravação de o dia da caça reverberam na minha memória. Essa talvez seja a música mais viva e mais bacana que eu já tenha gravado nesta curta vida até aqui.
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Master Chef

No calor da hora toda racionalidade vira sobremesa.
O Chef passeia frenético pela cozinha buscando os ingredientes, as cores, e os tempos certos de fritura, cozimento, os perfumes… sendo a base, a gordura: a emoção.

Gravamos os baixos da música o Dia da caça.
A gordura.

“Tava tudo escrito. Desconstruído.
Quando do escuro, tudo se fez luz.”

O Parffit é um cara diferentão.
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Say hello to heaven

Os pensamentos e sentimentos borbulham num dia como o de hoje em frequência alta, temperatura escaldante, aparência infernal.
Às vezes me pergunto o porquê de em algum momento o azul ter sido associado ao céu e o vermelho ao inferno. Tecnicamente eu sei que tudo é luz. São simbologias. Mas nesse emaranhado frenético de emoções eu me vejo numa pintura a óleo nu, completamente nu, diante de um cenário quente, repleto de vermelho, olhando sorridente pro céu azul, azul vivo, céu de redenção.
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A trilha

Na última sexta-feira, 08 de maio de 2017, enquanto as pessoas se preparavam nas suas casas para as baladas da vida, nós, componentes da Voluttà ingressávamos no desconhecido das gravações da trilha O Dia da Caça no estúdio Toca 88.

Uma empreitada e tanto que deve se estender até metade de junho, devido aos ajustes de agendas dos integrantes e do cronograma de trabalho que estabelecemos.
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Artigo V

Oi.
Meu nome é Lauro. Não tenho sobrenome. Ou se tenho, deve ter nas minhas cartas de posse. Sou um bem, desses que as gentes possuem.
Outro dia ouvi falar que já estamos no ano de 1885. Não sei ao certo em que ano nasci, por isso não sei minha idade. Sabe como é né, preto não sabe muito sobre si.
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Motores ligados

Dia 05 de maio, começaremos um novo ciclo com a Voluttà.

Depois de alguns meses de pesquisa e pré-produção, encontrando tempo entre as agendas apertadas de todos os integrantes e conciliando a distância física do Thomé, que segue a vida em Porto Alegre, vamos começar a gravar.

Já gravei muitas vezes na vida. Algumas canções em estúdios diferentes, com formatos diferentes de gravação, com mídias diferentes.
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Aquele 10% que não nos interessa

Às vezes rola uma angústia quando um dia antes da publicação de um texto no blog eu não produzi nada. Não é assim, escrever por escrever. Acho que a produção de textos legais precisam nascer da naturalidade, da inspiração, da qualidade de boas ideias ou boas memórias, originadas na fagulha de um sentimento vivido recente e, claro, com relação a Voluttà.
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Redenção

Por hoje, devo deixá-los com um texto para reflexão, que em breve deve ser depositado com sua justa melodia em alguma harmonia que o valha.
É uma música para o próximo disco.
Chama-se Redenção.
Não é de hoje que escrevo sobre o tema, usando outros nomes em outras oportunidades.

“Todo cara sabe dos seus pecados
E não há nada de errado nisso
Todo mundo sabe aonde vai a fé
E o que move montanhas, são os ventos.
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Cada cara com seu Carma

Dia desses eu andava pelas bandas de Rio do Sul, Santa Catarina, quando já avançado o horário do almoço, ali pelas 13h15, a fome deu fortes sinais pra mim. Eu imediatamente atendi. Parei no primeiro restaurante/churrascaria na beira da estrada.
Ressabiado com as negativas a algumas formas de pagamento, antes mesmo de me sentar a alguma mesa perguntei ao garçom se aceitavam cartões.
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Nostalgia e Taxidermia

Nostalgia é um evento interessante de que todo mundo prova com frequência.
Muita nostalgia é um quadro preocupante, porque denota indivíduo preso a uma imagem romântica do passado, que muitas vezes nem é real, e a distância do entendimento presente tratam de tornar a condição passada distorcida.

Exemplo: O Lauro de hoje sofre momentos de nostalgia da vida na Avenida Rócio entre 1976 e 1989, porém, se fosse possível projetar o Lauro de 2017 naquele tempo, talvez o cara fosse lá só pra achar defeito em tudo.
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